23/8/09
Ice
O amor por Alice
É uma tolice
Bem que te disse
Bem que te disse
Que o amor por Alice
É uma tolice
Ice, ice, ice…
Rubens Oliveira
O amor por Alice
É uma tolice
Bem que te disse
Bem que te disse
Que o amor por Alice
É uma tolice
Ice, ice, ice…
Rubens Oliveira
Sob a lua de Pouso Alegre
Infinitamente perto
Grandemente clara
Flama luz cai na cidade
Quando seu corpo nu prateado
Entra em cena e me acena
E salta, e canta, e dança, e geme,
E me faz estrelar, brevemente!
No cantinho do meu coração
Estes momentos existem
E continuarão a importunar
As minhas saudades
As minhas lembranças
Dos nossos doces momentos
Dos verdes dos teus olhos
Imensamente apaixonantes!
Rubens Oliveira
não me canso
de ter esperança
um segundo sequer
nem que todo infortunio
me alcanse
nem que todo desamor
me consuma
quero guardar em mim
tua lembrança linda
que me alcansa
que me consome
e mesmo assim
me da esperança
de um dia
ser tudo o que quero
quero guardar em mim
o mundo
dentro do meu coração
Rubens Oliveira
Por que será que tanta gente sonha coisas grandiosas,
Mas acaba aceitando algo muito menor?
Sonha com uma casa rodeada de um belo jardim,
Mas se conforma com uma casinha bem no meio do cimento?
Sonha com um trabalho bem remunerado,
Mas aceitam um emprego com salário baixo?
Sonha em voltar a ter o mesmo peso de décadas atrás,
Mas se contenta com poucos quilos a menos?
Por que aceitar menos do que se merece?
É um desafio a se pensar.
Muitas vezes as pessas não tem entusiasmo para lutar
Pelo que acreditam merecer.
Simplismente, acomodam-se
Ou se deixam levar por opiniões alheias.
Ou, o que é muito comum, nem lutam
Para não ter a decepção de fracassar.
Mas, o ser humano pode muito mais que imagina!
É tudo uma questão de não ter medo
De se colocar a prova,
De agir de acordo com seus sonhos.
O grande desafio é ter coragem
De se manter fiel ao que voce acha que merece
E não deixar por menos.
E isso vale para tudo:
Vida pessoal, vida profissional, amarosa, familia, negócios!
Portanto, seja persistente.
Não se deixe influenciar
Por palpites, como "isso não vai dar certo".
Você já parou pra comtemplar o vôo de uma pipa?
Ela pode se transformar num pontinho colorido no céu,
Subindo cada vez mais…
Deixe essa imagem inspirar a sua vida!
Quando nos permitimos ser como pipas,
Livres para alçar vôos cada vez mais altos,
O nosso compromisso é um só: a felicidade!
Rubens Oliveira
Todo dia Sei que te amo Quando amanhece Quando entardece Quando anoitece Todo dia Sei que te amo Quando levanto Quando escovo os dentes Quando lavo meu rosto Todo dia Sei que te amo Quando trabalho Quando atravesso a rua Quando dobro a esquina Todo dia Sei que te amo Quando no mercado Quando na farmacia Quando na padaria Todo dia Sei que te amo Quando olho no espelho Quando me penteio Quando me visto Todo dia Sei que te amo Quando em caminho Quando em transito Quando coca-cola todo dia Sei que te amo Quando tem vento Quando tem sol Quando tem chuva Todo dia Sei que te amo Quando alegre Quando triste Quando pensando na vida Todo dia Sei que te amo Quando inverno Quando outono Quando molhado Todo dia Sei que te amo Quando primavera Quando verão Quando seco Todo dia Sei que te amo Quando não tc Quando não mando e-mail Quando desapareço Todo dia Sei que te amo Até quando não te amo Até quando não te quero Até quando digo adeus Todo dia sei que te amo Quando na prece Quando no sono Quando no sonho Todo dia Sei que te amo Quando ontem Quando hoje Quando amanhã Todo dia Sei que te amo Sei que te amo Sei que te amo Sei que te amo Rubens Oliveira
Quando se fez, te amei!
Te amei, antes de ser!
Ao resplandecer diante de mim,
Uma vez mais, te amei!
Te amei trez vezes, trez vezes te amei!
Louca espera além da dor,
Nesta minha epopéia do amor.
Ousou entrar na minha vida,
Desvendar meus misterios, sonhos ocultos.
Nesta “metaformose ambulante”,
Do hoje, quero tudo, tudo quero;
Do amanhã, quero nada, nada quero.
Nada vem por mero acaso, nem as saudades.
“Nada fica de nada”, nada!
E, de “tudo fica um pouco”, tudo!
Mas no parnaso revivi, revivi!
Achei porto seguro, para rir e chorar.
Te imagino avançando, e meu coração roda,
Roda trez vezes, trez vezes roda.
Na varanda, acima do meu olhar,
Lá esta minha acidália, e meu coração roda,
Roda, de novo roda, roda trez vezes,
Quando se fez, antes de ser, e ao resplandecer!
Te amei! te amei! Uma vez mais te amei!
Te amei trez vezes, trez vezes te amei!
Tanta coisa não enxergava
Ainda pouco vejo
Latente estava
Despertar desejo
Meu Pai Altíssimo
Que tudo enxerga
Que tudo vê
Te peço remissão
Aqui esta teu filho querido
Que te reconhece
Que te clama
Julgue-me pelo meu coração
Estou aqui meu Senhor
Todos os momentos
Resgata minha vida
Estou diante de ti com amor
Tanta coisa não enxergava
Ainda pouco vejo
Latente estava
Despertar desejo
Vem amor
Tira dos meus olhos este olhar de tristeza…
Tira do meu coração essa incerteza…
Me cobre de beijos
Amor vem me amar
Voce é tudo que eu quero.
Amor da minha vida,
Quero acordar ao teu lado.
Mesmo seja só por um instante
Quero teus carinhos
Calar tua voz com um longo e doce beijo.
Quero sentir que ainda me amas
Que não existe distâncias quando se ama.
te quero…
Não esqueça das nossas juras,
Nem das nossas loucuras
Não esqueça o nosso amor.
As vezes os amores se atrazam…
Rubens Oliveira

Preciso chorar
Lavar minha alma
Purificar minha saudades
Para te ver melhor assim
Um sonhador
Vasculhando
No infinito
A estrela sem fim
Sonhar, sonhar
Ah! Eu sonho sim
Mesmo acordado
Este sonho…Por fim!
Rubens Oliveira
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…
— Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”
Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…
— Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não aguentou mais.
Abriu a porta da gaiola.
— Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres…
— Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…
E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.
— Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.
— Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!
Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….”
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
Autor: Rubens Alves
Colaboração: JDoce